E se enxergar não fosse o mesmo que ver?
Realidade trans... parte dessa inquietação para propor um exercício raro: transver a existência, olhar além do que as aparências entregam pronto.
Vivemos no automático. A pressa consome o tempo, a tela substitui o encontro, a desigualdade vira paisagem e a fome deixa de doer. O ódio ecoa na vastidão virtual, o preconceito se disfarça de opinião e a alienação coletiva anestesia até a capacidade de sentir. No meio disso, o amor foi reduzido a enfeite, quando poderia ser o caminho.
Nesta obra de atravessamento entre o visível e o invisível, o humano e o cósmico, o amor e a dor,
Dhiogo José Caetano reúne poemas, crônicas e reflexões organizados em
estações, paradas de consciência que convidam o leitor a se demorar. Estação do amor condenado, do amor transcendental, do amor que vence a morte. Textos sobre o medo que não é real, sobre o tempo que está sem tempo, sobre o apocalipse do preconceito, sobre a coragem de não esperar morrer para viver. No fecho, o autor abre a própria história e transforma bullying, abuso e solidão em denúncia, defesa das crianças e chamado à empatia.
Historiador pela UEG, jornalista, terapeuta Reiki e Doutor Honoris Causa em Literatura, Caetano é autor premiado desde os dez anos, com reconhecimento de instituições nacionais e internacionais e presença em mais de sessenta obras coletivas. Em seus versos soa, como ele mesmo escreve, o grito dos bestializados, dos esquecidos.
Misturando poesia, manifesto, espiritualidade e crítica social, o livro não oferece respostas prontas. Provoca, inquieta e ilumina, defendendo a fraternidade, a empatia e o amor incondicional como caminhos para a reconstrução da humanidade.
Um livro para quem ousa sentir, questionar e transver o mundo além das aparências.