O livro é oriundo de parte da pesquisa desenvolvida pela autora no curso de doutorado em Direito Agrário pelo PPGDA - UFG, que tem como objeto a análise acerca da violência institucional nos conflitos agrários marcados pela existência de massacres . O estudo aborda de forma crítica a questão agrária no Brasil, destacando os conflitos fundiários na região nas regiões de fronteira . O texto investiga a consolidação histórica da propriedade privada no país e seus impactos sociais, políticos e econômicos, especialmente no contexto das disputas de terra entre camponeses e o agronegócio.
A partir de uma abordagem jurídico-crítica, a obra examina como a propriedade privada da terra foi instituída e consolidada por meio de normativas e práticas que reforçam a exclusão social e a violência. Além disso, o texto contextualiza a atuação do Estado na manutenção dessas estruturas, seja pela omissão diante dos conflitos agrários ou pela repressão institucionalizada contra movimentos sociais que reivindicam o direito à terra.
Com uma abordagem interdisciplinar e embasamento teórico robusto o livro contribui para o debate sobre a reforma agrária, os direitos dos povos do campo e ressalta a necessidade de repensar políticas públicas voltadas à democratização da terra no Brasil.